

| Quanto tempo... | 19:06 |
|
comentários (0)
Filed under:
|
|
Nossa, quanto tempo não escrevo aqui.
Não. Eu não esqueci que tenho um blog.
Sim, sei que ter um blog é ter também a dedicação de escrever textos e compartilhar ideias.
Mas não, não estou tendo muito tempo.
Entretanto, SIM, prometo voltar e dividir com meus leitores meus "devaneios" e reflexões sobre os fatos, sobre a vida.
Quem sabe um dia...
| Antologia | 12:54 |
|
Filed under:
|
|
A vida
Não vale a pena e a dor de ser vivida.
Os corpos se entendem mas as almas não.
A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
Vou-me embora p'ra Pasárgada!
Aqui eu não sou feliz.
Quero esquecer tudo:
- A dor de ser homem...
Este anseio infinito e vão
De possuir o que me possui.
Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei...
Na vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Morrer.
Morrer de corpo e alma.
Completamente.
(Todas as manhãs o aeroporto em frente me dá lições de partir.)
Quando a indesejada das gentes chegar
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
Manuel Bandeira
| Mentes perigosas | 09:18 |
|
Filed under:
|
|
As buscas por justificativas, por "culpados" são várias: falta base, falta família estruturada, falta educação, falta acompanhamento, falta instrução, falta formação, falta carinho, falta, e falta, e falta...
A mídia divulga de forma massiva o ocorrido. Os especialistas debatem com afinco a questão. A população fica indignada e se revolta. E, como sempre, nada mais é feito.
O criminoso já se pôs fim, determinou a si próprio sua sentença sem deixar margem para sociedade e para a justiça puní-lo como manda o figurino. Fez o trabalho sujo e indigno e entregou a própria vida à sua obra.
E as famílias que perderam suas crianças gratuitamente? Quem explica às mães e pais o que aconteceu? O que dizer? O que fazer? Nada. As vidas não voltam.
A questão não é sempre remediar, a questão é atuar de vez na prevenção. Depois que acontece não adianta mais. Enquanto não haver neste país uma política efetiva e uma educação decente, seremos cada vez mais vítimas de mentes perigosas de jovens perdidos e transtornados, assumindo atitudes trágicas e cometendo crimes em busca de sei lá o que.
Essas mentes não reconhecem o verdadeiro valor da vida e não medem esforços para praticarem seus atos inconsequentes. E, com isso, quem paga o preço somos nós, pobres mortais que correm riscos o tempo todo, sem ao menos ter a chance de se proteger.
Nem mais momentos de divesrão estão isentos, nem mesmo o período que se passa nas escolas é seguro. Até porque a violência não dá mais sinais de quando irá aparecer.
| Ser chique sempre - Glória Kalil | 11:06 |
|
Filed under:
|
|

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras. Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta. Chique mesmo é parar na faixa de pedestre. É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção na sua companhia. Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite! Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour! Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz! Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!
| Sobre os absurdos da Austrália | 05:50 |
|
Filed under:
|
|
Nem tudo são flores. Nem sempre o mundo é visto pelos olhos de Pollyana. Depois de escrever aqui algumas maravilhas da Austrália, devo também levar ao conhecimento dos meus leitores certas situações no mínimo, digamos, bizarras que encontrei por essas bandas.
Se por um lado algumas coisas valem a pena comprar (como roupas de marca, relógios, dentre outras), em contrapartida outras são abusivamente caras. Um limão (isso mesmo, eu disse 1 limão) custa $ 2 (dois dólares australianos). Levando em conta que o dólar australiano custa em média R$ 1,79, então, um limão sai para o nosso bolso R$ 3,58. Limão aqui é artigo de luxo. Caipirinha, suco de limão, ou somente umas gotinhas na comida são bem restritas. E a uva? Essa delícia de fruta custa aqui a bagatela de $ 7,99 o kilo. Em geral, frutas e legumes custam um absurdo de caro e não contam com a variedade e fartura que temos no Brasil.
Outra cena que me causou espanto: fiz o pedido do meu lanche (dentre vááários que comi aqui), e ao solicitar sachê de katchup à atendente veio a cobrança - "São $ 0.30 (trinta centavos) cada". "O que? Você deve estar brincando?", respondi imediatamente. Não, não era brincadeira, o sachê era cobrado. Sai reclamando o quão pão-duro e ganancioso é esse povo.
Agora, a cena campeã de audiência. Comprei um relógio e claro que queria usá-lo na primeira oportunidade, mas para isso eu precisava ajustar a pulseira. Como já estava no shopping, fui até ao quiosque que faz este serviço. Gastando o meu inglês e cumprindo a etapa de explicar ao atendente o que eu queria, perguntei o preço e lá veio a facada no coração: $16,95. Mais uma vez espantada, perguntei: "O que? Tudo isso?!". Ah, mas fazer o que? Desapontada eu paguei.
Fora água, cola-cola, arroz, batata, dentre outros tantos itens caríssimos de uma lista imensa.
Só quando nos deparamos com estas situações é que damos valor ao país em que vivemos. Produtos, alimentos, prestação de serviços, tudo com preço baixo e bem acessível, comparado com outras partes do mundo. Se é exploração ou não, injusto ou não, desvalorizado ou não, aí já é outra discussão. O que conforta é saber que sempre vou voltar.
Se por um lado algumas coisas valem a pena comprar (como roupas de marca, relógios, dentre outras), em contrapartida outras são abusivamente caras. Um limão (isso mesmo, eu disse 1 limão) custa $ 2 (dois dólares australianos). Levando em conta que o dólar australiano custa em média R$ 1,79, então, um limão sai para o nosso bolso R$ 3,58. Limão aqui é artigo de luxo. Caipirinha, suco de limão, ou somente umas gotinhas na comida são bem restritas. E a uva? Essa delícia de fruta custa aqui a bagatela de $ 7,99 o kilo. Em geral, frutas e legumes custam um absurdo de caro e não contam com a variedade e fartura que temos no Brasil.
Outra cena que me causou espanto: fiz o pedido do meu lanche (dentre vááários que comi aqui), e ao solicitar sachê de katchup à atendente veio a cobrança - "São $ 0.30 (trinta centavos) cada". "O que? Você deve estar brincando?", respondi imediatamente. Não, não era brincadeira, o sachê era cobrado. Sai reclamando o quão pão-duro e ganancioso é esse povo.
Agora, a cena campeã de audiência. Comprei um relógio e claro que queria usá-lo na primeira oportunidade, mas para isso eu precisava ajustar a pulseira. Como já estava no shopping, fui até ao quiosque que faz este serviço. Gastando o meu inglês e cumprindo a etapa de explicar ao atendente o que eu queria, perguntei o preço e lá veio a facada no coração: $16,95. Mais uma vez espantada, perguntei: "O que? Tudo isso?!". Ah, mas fazer o que? Desapontada eu paguei.
Fora água, cola-cola, arroz, batata, dentre outros tantos itens caríssimos de uma lista imensa.
Só quando nos deparamos com estas situações é que damos valor ao país em que vivemos. Produtos, alimentos, prestação de serviços, tudo com preço baixo e bem acessível, comparado com outras partes do mundo. Se é exploração ou não, injusto ou não, desvalorizado ou não, aí já é outra discussão. O que conforta é saber que sempre vou voltar.
Assinar:
Postagens (Atom)

© 2008 Retratos e olhares do cotidiano
Design by Templates4all
Converted to Blogger Template by BloggerTricks.com



